quarta-feira, 6 de maio de 2015

Resenha: O Amante da Rainha (2012)


O Amante da Rainha , En kongelig affære é um longa-metragem dinamarquês, dirigido por Nikolaj Arcel, conhecido pelo filme Kongekabale(2004). Teve seu roteiro escrito pelo mesmo roteirista do longa: “Os Homens que não amavam as mulheres”. 
Em seu elenco estão inclusos nomes desconhecidos no Brasil, como Alicia Vikander(Caroline Mathilde)e Mikkel Boe Følsgaard ( Rei Christian VII). Madds Mikkelsen(Johann Friedrich), em contra partida é conhecido como o protagonista da série Hannibal(2013).
O filme se situa no final do século XVIII, no contexto do iluminismo.  Na conjuntura do momento a nobreza dominava a população por opressão, enquanto os intelectuais lutavam por reformas. 
Em meio a todo esse caos político, há Caroline Mathilde,filha mais nova Príncipe de Gales, prometida a seu primo Christian VII, Rei da Dinamarca. 
Mesmo antes de conhecê-lo a idéia de Christian sempre existiu para Caroline, como um príncipe charmoso e intelectual, porém o homem que a adolescente encontra não se parece nem um pouco com tais descrições.
Muito talentosa e intelectual, sofreu nas mãos de um Rei Louco que não se cansava de visitar bordéis e fazer arruaças nas madrugadas. A relação dos dois, é sempre conturbada pelos comportamentos do Rei, virando como era comum na época um casamento de fachada. Antes disso, porém nasce Frederick, o Príncipe Herdeiro do Reino.
É quando depois de uma longa viagem, a corte decide contratar um médico particular para o Rei: Johann Strudense, personagem que mais tarde vem a se tornar o amante da Rainha.
A história se desenvolve de forma gradativa, não se esquecendo nunca, do contexto político. Que toma a cena diversas vezes.
O romance é encantador por sua simplicidade, não é um amor instantâneo como Romeu e Julieta, é uma amizade que surge aos poucos, através de interesses e ideais em comum. A troca de olhares inicial, contida, quase que imperceptível, mas suficientemente apaixonada é simplesmente incrível.
Mas o filme me fez perguntar em alguns momentos: até que ponto o amor dela era real? E não uma ilusão, causada por anos de solidão e destrato da parte do Rei.
Quando comparado com outros filmes do mesmo gênero que distorcem a história real para torná-la mais seduzível, O Amante da Rainha, talvez por ser baseada numa obra literária, talvez por já ter uma história originalmente seduzível, se destaca pela sua verdade nesse sentido. 
Muitos detalhes preenchidos no drama, tinham razão específica para existirem e serviram como forma de apresentar tais personalidades. 
A beleza do filme está na sua delicadeza e classe. Tem uma fotografia impecável e figurinos de tirar o fôlego. Recomendo a todos que querem algo a mais que uma simples distração numa tarde de domingo.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

The O.C. ( Um Estranho No Paraíso)


Duvido que não tenham sequer ouvido falar dessa série? Muitos de nós crescemos assistindo no SBT nas manhãs de domingo, mas a verdade nessa época eu era nova de mais para acompanhar seriados. Confesso que gostava, mas não assistia com a frequência necessária. E sendo bem honesta, no auge dos meus nove anos One Tree Hill (Lances Da Vida) e The O.C eram a mesmíssima série.

Louco,né? haha Mas a pura verdade, coisa de criança, enfim vamos ao que interessa. Há três anos eu resolvi acabar com a minha curiosidade e encontrar uma distração, porém acabei descobrindo uma série estará para sempre no meu coração como uma das minhas favoritas.

The O.C., ou para aqueles que assistiam no SBT: Um Estranho no Paraíso, se passa em Orange County, California, EUA. E tem como personagens principais Ryan Attwood (Ben Mckenzie), atualmente em Gothan, e Marisa Cooper (Mischa Barton). Como os coadjuvantes, mas principais da história estão Seth Cohen (Adam Brody) e Summer Roberts (Rachel Bilson).

O enredo se desenrola quando Sandy Cohen, pai do nosso querido Seth defende Ryan em uma prisão por roubo. Por se identificar com o garoto e tendo Ryan nenhum outro lugar pra ir, Sandy resolve abrigá-lo em sua casa, o que gera mudanças e um verdadeiro escândalo para toda aquela sociedade que vivia baseada numa perfeição que estava longe de ser real.

The O.C., segundo dados da Wikipedia, foi a primeira série adolescente a agradar o público de diferentes partes do mundo. Um sucesso estrondoso, que infelizmente só durou por quatro temporadas.
Teve suas falhas é claro, como qualquer outra produção, contudo a construção dos personagens,a integração dos atores, sua fotografia e é claro sua trilha sonora não podiam ser melhor nem que recriassem a série. Rachel Bilson( Summer) e Adam Brody (Seth Cohen) foram simplesmente incríveis em seus papéis, demonstrando uma química que apaixonou se não todos grande parte dos que assistiram. E a trilha sonora como dita anteriormente, com uma pegada de indie rock, com nomes como Rooney, Death Cabe for Cutie e outros, trouxeram um verdadeiro diferencial em relação as séries adolescentes que vieram antes.

 Sei que parece apenas mais um papo de fã e sim sou muito fã, contudo sei ser neutra. É uma série muito boa, com falhas é claro, mas fantástica, seus personagens te farão amá-los, odiá-los um pouquinho ás vezes, mas mais do que tudo você vai querer ser um deles, ser parte desse universo alternativo.


Reflexões De Um Dia Chuvoso

      Nos Somos Escravos Do Tempo
      Nos Somos Escravos Do Transporte
      Nos Somos Escravos Da Cidade Onde Vivemos.
      
      Nos Somos Escravos do Sistema
      Nos Somos Escravos da Vida
      Somos Escravos da nossa própria escravidão. 
        
Leonardo Bento, Letícia Linhares, Naiane Pessanha e Samara Sales.        

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Sinais(2008)




Sinais, ou Signs em seu idioma original, é um curta metragem produzido em 2008 e exibido no Schweppes Online Film Festival. Com a direção de Patrick Hugues, o curta desenrola seu enredo, tendo como tema principal os relacionamentos nos tempos modernos e a dificuldade e insegurança intrínsecos neles.


Apesar de ter apenas 12 minutos de duração, o filme é profundo e ao mesmo tempo sutil. Não posso afirmar com certeza, mas acredito que o mesmo tenha influenciado na criação do curta de animação "Paperman". Outro curta que super recomendo.